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Quinta-feira, 30 de Maio de 2024
Polícia Federal investiga a prática de crimes eleitorais e desvio de recursos públicos em Bagé

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Polícia Federal investiga a prática de crimes eleitorais e desvio de recursos públicos em Bagé

Operação Coactum II cumpriu mandados expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral/RS

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A Polícia Federal, deflagrou nesta quinta-feira (02/05), a Operação Coactum II, para apurar os crimes de inserção de declaração falsa em prestação de contas eleitorais, conhecido como “Caixa Dois Eleitoral”, organização criminosa e peculato, além de outros possíveis crimes contra a Administração Pública.

Na ação, policiais federais cumpriram cinco mandados de busca e apreensão na cidade de Bagé e três mandados de busca pessoal, em cumprimento a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS). Foram apreendidos aparelhos celulares, documentos, moeda nacional e estrangeira em espécie totalizando aproximadamente 50 mil reais, medicamentos introduzidos irregularmente em território nacional, além de diversas seringas supostamente desviadas da Prefeitura.

A ação decorre da Operação Coactum, deflagrada em junho do ano passado. Com os elementos arrecadados na operação, foi possível encontrar indícios da existência de organização criminosa voltada para o desvio, a partir da solicitação e exigência, por parte de agentes públicos ocupantes de cargos na Prefeitura Municipal de Bagé, de parcela do salário de servidores municipais comissionados ou com função gratificada, prática conhecida como “rachadinha”. Os servidores eram obrigados a entregar parcela de sua remuneração, sob pena de exoneração. Os valores exigidos eram destinados para campanha eleitoral.

Com o aprofundamento da apuração, a Polícia Federal obteve indícios de que essa prática ocorre desde o ano de 2017 e que, mesmo após a deflagração da primeira fase da Operação, os investigados deram seguimento ao esquema de recolhimento de contribuições forçadas.

A operação foi chamada de “Coactum”, referindo-se ao caráter compulsório da contribuição. 

A PF também informou que houve duas prisões por peculato e posse ilegal de arma. Uma prisao na Câmara de Vereadores e outra no centro administrativo.

As identidades ou cargos não foram divulgados.

FONTE/CRÉDITOS: Polícia Federal
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