No contexto da 17ª Mostra Regional do Festival Internacional de Cinema da Fronteira, participantes do evento realizaram uma imersão natural e histórica no Rincão do Inferno. A atividade teve como objetivo apresentar os aspectos geológicos, a fauna, a flora e o passado arqueológico da localidade. A visita buscou consolidar o lugar como uma referência de turismo cultural e ambiental, valorizando também a sua herança quilombola.
Durante a caminhada, o escultor Irineu Garcia destacou a riqueza botânica da região, apontando para a abundância da aroeira. "Aqui se chama aroeira e é uma pimentinha que custa, inclusive, muito caro na América Central e no Sul tem muita gente que produz isso, planta, vende e exporta. E nós temos aqui em abundância e nem percebemos".
A ambientalista Luciana Nunes, residente de Fernando de Noronha, celebrou o contato com a região das Palmas. "A visita ao Rincão do Inferno tem que virar uma notícia pela questão geológica e a importância do lugar como referência de turismo cultural e ambiental. E pela questão quilombola também".
O intercâmbio entre convidados de diferentes regiões, como o Sul e o Nordeste, foi um dos pontos altos da ação. O Secretário de Cultura, Zeca Brito, destacou que essa integração é fundamental para o futuro da região. "A experiência de nossos convidados com o manejo ambiental sustentável nos ajuda a pensar o desenvolvimento da região através da cultura e do turismo de forma integrada".
A imersão buscou trazer uma experiência de rusticidade e conexão profunda com o bioma Pampa, contando ainda com a presença do historiador e escritor, IÍcaro Silvester, natural da ilha noronhense.
Foto: Anderson Coka

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