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Sexta-feira, 09 de Outubro de 2026
Audiência pública sobre transporte coletivo de Bagé teve seus primeiros debates

Bagé
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Audiência pública sobre transporte coletivo de Bagé teve seus primeiros debates

Assunto vem gerando polêmica na cidade

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Ocorreu na noite de segunda-feira (18), na Câmara de Vereadores de Bagé, uma audiência pública para discutir a situação do transporte coletivo na cidade. A audiência contou com a presença do secretário de Segurança e Mobilidade Urbana, Rodrigo Fialho; os representantes das empresas que prestam o serviço de transporte coletivo em Bagé; vereadores, integrantes de associações de moradores e comunidade em geral.

A audiência foi motivada após uma série de reuniões entre o Governo Municipal e as empresas Stadtbus e Anversa e entidades do comércio local. A problemática enfrentada pelas empresas tem resultado em impactos para a manutenção do transporte coletivo. Uma das soluções apontadas nos encontros foi a readequação de horários em linhas de ônibus, em especial em períodos do final de semana em que há registro de pouca utilização do serviço.

De acordo com o secretário Rodrigo Fialho a crescente redução no número de usuários do serviço, associado a problemas como a elevação no preço do diesel; aumento nos custos da manutenção dos veículos e mais custos em insumos e na folha salarial, além da concorrência com outros serviços de mobilidade urbana, tem sido diagnosticado há muito tempo pelo poder público.

 

Medidas adotadas pelo Governo Municipal para evitar colapso

 

Para não deixar a população bageense desassistida, como aconteceu em cidades como Rosário do Sul, em que o serviço foi interrompido, Fialho reiterou que o Governo Municipal adotou diversas medidas. Entre elas, Fialho citou a aprovação na Câmara de Vereadores da isenção de imposto para as empresas; o subsídio à gratuidade para idosos, deficientes físicos e estudantes com o pagamento de seis parcelas de R$ 278 mil (valores oriundos da arrecadação do estacionamento rotativo, referentes a 22% destinado ao fundo do Comtur). “Também foi possível captar recursos via governo federal, na gestão passada, para subsidiar um montante de R$ 1,5 milhão no que tange à gratuidade referente aos idosos. Fizemos tudo isso para não subir a tarifa. Sabemos que o valor praticado hoje de R$ 5.00 já é alto. Por isso, propomos a audiência pública para debater os horários que podemos readequar sem prejudicar a população”, destacou Rodrigo Fialho.

Ele ainda complementou que a discussão sobre alternativas para evitar o colapso no serviço é feita há, no mínimo, três meses, entre as empresas e representantes do comércio e serviços, tendo a Prefeitura de Bagé como mediadora. “Na atual conjuntura, o transporte coletivo é um serviço que precisa ser remodelado, afinal quanto mais pessoas utilizam ônibus torna-se menor a tarifa e é isso que não está ocorrendo neste momento”, ressaltou.

 

“Não queremos aumentar a tarifa, nem iremos demitir cobradores”

 

Os representantes das duas empresas detalharam os impactos que elas têm sofrido nos últimos meses.

Mardônio Martins, da Anversa, apontou que há um grande déficit tarifário para ambas as empresas, e ele ocorre a partir de três pontos: combustível, manutenção e a queda no número de passageiros que utilizam o serviço. “Em combustível tivemos um aumento no custo com diesel, para as duas empresas, de R$ 434 mil em junho para uma estimativa de R$ 636 mil em setembro. Em manutenção, o aumento, no mesmo período, foi de R$ 130 mil para R$ 190 mil. A elevação se dá porque os pneus e as peças de reposição são transportadas por veículos a diesel, logo o frete aumenta também. Em termos de passageiros, chegamos em 2019 a mais de 6,4 milhões de utilizações do serviço. Em 2023, pela projeção, deveremos fechar o ano em 3,6 milhões. Isso sem falar no aumento em custos com encargos”, apontou Martins.

Já o gerente da Stadtbus, André Oliveira, mencionou outro impacto como a elevação de usuários que utilizam o benefício da gratuidade. “As empresas estão absorvendo todos esses prejuízos. Não queremos aumentar a tarifa, tampouco existe esse boato de que vamos demitir cobradores. Pelo contrário, a sugestão de fazer uma adequação em horários com pouca demanda permitirá que os trabalhadores das empresas também tenham mais uma folga; hoje, eles só têm um domingo ao mês. Isso também permitirá qualidade de vida aos nossos colaboradores”, frisou Oliveira.

A administradora da empresa Anversa, Maria da Graça Anversa, destacou ainda que a audiência pública permitiu que se avance em propostas para melhorias ao serviço, assim como a uma solução para os problemas. Ela também agradeceu ao apoio concedido pelo Governo Municipal. “Quero agradecer ao prefeito Divaldo Lara, ao secretário Rodrigo Fialho que sempre atendeu às nossas demandas e tem mediado reuniões para chegarmos a uma solução”, enfatizou.

Foi acertado que mais debates deverão ocorrer para que se chegue a uma solução em relação à demanda das empresas que prestam o serviço de transporte coletivo em Bagé.

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