Em Comunicado Semanal de Risco para Dengue, divulgado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Saúde, a região de Bagé é a com situação mais controlada em se tratando de riscos para transmissão da dengue pelo mosquito Aedes aegypti.
O monitoramento feito pelo Governo do Estado aponta que das 30 regiões do Rio Grande do Sul, 24 estão nesta semana em alerta vermelho – o que identifica condição de alerta máximo. Municípios esses que integram mesorregiões e microrregiões como a Nordeste, Fronteira Oeste e região Metropolitana, entre outras. Bagé está na região em nível amarelo. Além da Campanha Meridional, a Mesorregião do Nordeste Rio-Grandense, em que se inclui o município de Vacaria, é a outra em menor nível de alerta. Esse nível é o mais brando, além do branco – quando o risco é o mais baixo para transmissão de dengue.
Conforme o coordenador da Vigilância em Saúde do município de Bagé, Geraldo Gomes, essa condição se dá por um trabalho efetivo realizado pela Prefeitura, a partir da Secretaria de Saúde e a própria Vigilância, com a adoção de medidas de prevenção e controle de riscos ambientais em relação ao combate ao mosquito Aedes aegypti.
Entre as medidas que estão sendo tomadas estão: formação de mutirões de limpeza e conscientização, realizado entre as secretarias do município nos bairros com maior número de focos; divulgação e campanhas no comércio local e nos meios de comunicação; fiscalização em locais oriundos de denúncias, que são recebidas através do telefone da Vigilância em Saúde. “Além disso, em notificações de casos suspeitos de dengue é realizado o PVE (Ponto vetorial especial), visando a procura eventual do Aedes aegypti em um raio de até 300 metros da residência do morador, são coletadas larvas e encaminhadas para análise no laboratório de Entomologia da Vigilância do Município”, detalha Gomes.
Outra medida de prevenção que vem sendo adotada, é a aplicação de um inseticida especial. Ele objetiva o bloqueio e a eliminação do vetor na área suspeita. “Também estão sendo realizadas ações educativas nas escolas municipais e estaduais de ensino, tendo em vista que os educandos são multiplicadores e atuam como pequenos agentes de combate ao mosquito, visto que ao chegarem em suas casas realizam a revisão de seus pátios”, destaca o coordenador da Vigilância em Saúde.
Gomes acrescenta que para a manutenção de uma situação com menor risco de transmissão da dengue se dá pela colaboração de toda a comunidade. “A parceria de todos, incluindo da mídia divulgando as ações e também pela valorização dos nossos agentes de endemias do quadro em Vigilância em Saúde, que dá ânimo e incentivo para nossas equipes prosseguirem no trabalho que faz com que Bagé esteja com uma situação mais segura em relação às demais no Estado”, finaliza.
Números atualizados
Conforme divulgação da Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica, os números do dia 26 de abril em relação ao combate à dengue.
Notificações – 25
Confirmados – 7
Importados – 3
Sem linha definida – 4
Em investigação - 7
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