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Segunda-feira, 27 de Julho de 2026
Casa de Cultura Pedro Wayne é palco da 1ª edição do Festival Hip-hop da Fronteira

Bagé
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Casa de Cultura Pedro Wayne é palco da 1ª edição do Festival Hip-hop da Fronteira

Evento aconteceu neste final de semana

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Integrando a programação oficial das comemorações dos 215 anos de Bagé, o 1º Festival de Hip Hop da Fronteira, promovido pela Prefeitura de Bagé, através da Secretaria de Cultura, encerrou suas atividades neste domingo (26), consolidando a ocupação artística e cultural no centro da cidade, em frente a Casa de Cultura Pedro Wayne.

O público acompanhou uma programação, que contou com performances de dança urbana, painéis temáticos sobre a história do movimento Hip Hop, apresentações musicais e intervenção de graffiti ao vivo.

O secretário de Cultura, Zeca Brito, destaca a diversidade das manifestações artísticas presentes no município. "Bagé é uma cidade de todas as artes. Trazer a potência das rimas, da dança e do graffiti para a frente da Casa de Cultura é ocupar o espaço público com vida, pertencimento e respeito à nossa história urbana” , afirma.

Durante a noite, foi realizada a Batalha do Conhecimento (no formato bate e volta), que reuniu MCs da região em rimas improvisadas e temáticas. A grande final, disputada entre DEKKXD e Zuuks, teve como tema central a "Cultura de Bagé".

O MC DEKKXD sagrou-se o grande campeão da edição e conquistou o primeiro Prêmio César Jacinto, troféu criado em homenagem ao legado de César Jacinto, referência histórica do movimento negro e da cultura de Bagé. 

Ao receber a premiação, DEKKXD destacou a sua dedicação e o sentimento de gratidão. "Eu não sei nem o que falar, nunca tô preparado. Acho que sou o MC mais frustrado comigo mesmo, porque sei que vou chorar quando perder, mas não sei o que falar quando ganho. Só tenho muito a agradecer a todo mundo que apoia minha caminhada. Faz muito tempo que eu venho batendo na trave, e essa vitória significa muito. Esse mano [Zuuks] merecia demais também, faz um corre gigante", declarou o campeão.

A curadoria do Festival foi conduzida por Kiim Paz, Zava e Negga Guedes, que enfatizaram o caráter coletivo do evento e a importância do fomento público para a sustentabilidade da arte urbana e periférica.

Durante a cerimônia de encerramento, Negga Guedes destacou a união da comunidade e a necessidade de olhar para a periferia: “É para lá (a periferia) que a gente tem que levar a cultura. É de lá que a gente tem que salvar pessoas”, apontou.

“Esse festival não foi feito só por nós, todo mundo que está aqui tem um pouco dele. Lutamos, corremos e batemos no peito pra fazer acontecer, e deu certo. É uma alegria no coração saber que todo artista que participou vai ser pago por estar aqui, porque a gente não vive só de sonho, precisamos colocar comida na mesa”, ressaltou Kiim Paz.

O curador Zava também reforçou que a realização do Festival era um sonho antigo da comunidade Hip Hop, tornando-se, finalmente, realidade. "É um evento que estava planejado há muito tempo, e desta vez tivemos facilitação logística e apoio da Secretaria de Cultura”, finalizou.

Foto: Jeferson Vainer 

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