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Terça-feira, 14 de Abril de 2026
Com imagens e memória, exposição na Unipampa Bagé clama por justiça às vítimas de feminicídio

Educação
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Com imagens e memória, exposição na Unipampa Bagé clama por justiça às vítimas de feminicídio

“Arrancadas de Nós” emociona e provoca reflexão sobre a violência contra a mulher

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A exposição “Arrancadas de Nós! O feminicídio e as histórias que precisam ser contadas” chegou a Bagé no dia 14 deste mês, em parceria com a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para a Mulher (Semppmulher). Iniciativa da deputada estadual, Stela Farias (PT), e da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, a seleção de fotos foi feita pela Coordenação da Força Tarefa de Combate aos Feminicídios da Comissão de Segurança, Serviços Públicos e Modernização do Estado.

A abertura oficial da exposição, na cidade de Bagé, ocorreu na Casa de Cultura Pedro Wayne, marcando o início da circulação da mostra pelo município, que segue em formato itinerante até o dia 18 de julho. O Campus Bagé da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) recebeu a exposição na terça-feira, 15, das 18h às 20h. 

“Arrancadas de Nós” é composta por fotografias e histórias de mulheres vítimas de feminicídio e tem o objetivo dar visibilidade às histórias interrompidas pela violência de gênero, conscientizar a sociedade e  reforçar a urgência do enfrentamento à violência. Cada história retratada representa tantas outras mulheres que foram arrancadas de suas famílias e comunidades, é um apelo por justiça e um convite à reflexão para que a violência de gênero não seja ignorada ou naturalizada. 

A vice-reitora da Unipampa, professora Francéli Brizolla, visitou a exposição fotográfica, juntamente com a Secretária de Políticas Públicas para a Mulher de Bagé, Patrícia Alves, e da Presidente da Comissão da Mulher Advogada, Lélia Lemos de Quadros. Brizolla, sensibilizada com a mostra, destacou a necessidade de manifestações e iniciativas como essa: “a exposição cumpre esse papel de instigar as pessoas a refletirem sobre gênero, violência, feminicídio. Com um nó no estômago,  desejamos que por meio da educação e de políticas públicas voltadas para as mulheres possam diminuir os números de casos como os relatados na mostra e de qualquer tipo de violência de gênero.” 

No mês de maio, o Campus Alegrete da Unipampa recebeu a exposição fotográfica que percorre diversos municípios do estado do Rio Grande do Sul. A exposição é aberta ao público e integra uma agenda de mobilização permanente pela vida das mulheres, memória das vítimas e comprometida com a luta por justiça e igualdade. 

Foto: Roseane Bueno

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