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Domingo, 31 de Maio de 2026
Desafios da inclusão no mercado de trabalho são tema de debate no Caminho da Luz

Bagé
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Desafios da inclusão no mercado de trabalho são tema de debate no Caminho da Luz

Conversa tratou sobre a realidade enfrentada pelas empresas que contam com pessoa com deficiência

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Na tarde desta quinta-feira (28) o Caminho da Luz realizou um café da tarde para debater o tema "Gestão Inclusiva: Estratégias para a Inserção de Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho”. A coordenação foi das profissionais da instituição - a assistente social Andreia Munhoz e a psicóloga Luana Machado - com a participação de empresas e entidades parceiras. Estiveram no ato representantes do Peruzzo Supermercados, Marfrig, Droga Raia, SESC e Fundação Gaúcha do Trabalho e Assistência Social (FGTAS)/Sine.
 
A conversa tratou sobre a realidade enfrentada pelas empresas que contam com pessoa com deficiência entre seus colaboradores, um relato dos assistidos do Caminho da Luz que estão inseridos no mercado de trabalho, os esclarecimentos sobre as adaptações necessárias para que o emprego seja uma realidade para as famílias com PCDs, além dos projetos existentes nas empresas e parceiros para inserção das pessoas com deficiência no mundo do trabalho. 
 
"Para as pessoas com deficiência, todo dia é igual ao primeiro dia de trabalho que todos nós passamos. É uma adaptação constante a um novo cotidiano, a uma nova vida e, assim como nós passamos por isso em nosso primeiro emprego, os locais de trabalho também precisam estar adaptados para receber essas pessoas com deficiência", ressaltou Luana.
 
Os participantes assistiram a um vídeo com depoimentos de assistidos que participam das atividades do Grupo de Inclusão ao Mercado de Trabalho do Caminho da Luz. Alguns atuam nas empresas há mais de 10 anos, enquanto outros iniciaram sua jornada há pouco tempo. 
 
A equipe de profissionais da instituição reúne-se a cada 15 dias com os assistidos para abordar temas como as necessidades deles e delas, a importância de capacitação e também lidar com situações que podem gerar imprevistos. Entretanto, um dos temas que ainda gera dúvidas é a situação do recebimento do Benefício de Prestação Continuada (BPC) - já que, enquanto estão trabalhando, os assistidos deixam de receber o auxílio.
 
"Ainda temos resistências nas famílias porque, em caso de demissão, infelizmente não é imediato o retorno do BPC à pessoa com deficiência após a baixa da Carteira de Trabalho. Isso ainda demora um pouco e, muitas vezes, a renda dos assistidos é fundamental para a manutenção das famílias", ressalta Andreia. "É necessário rever a lei para que essa insegurança não ocorra. Existem muitas vagas para PCDs, mas o receio ainda é grande", destaca.
 
Foto: Emanuel Muller
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