Bagé 24 Horas - Sua fonte de notícias na cidade de Bagé - RS

Domingo, 31 de Maio de 2026
Divaldo Lara rebate acusações da gestão municipal sobre aumento da tarifa de água em Bagé

Politica
3565 Acessos

Divaldo Lara rebate acusações da gestão municipal sobre aumento da tarifa de água em Bagé

Ex-prefeito manifestou-se através de uma live em suas redes sociais

IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O debate sobre o aumento da tarifa de água em Bagé voltou a gerar forte tensão política nesta sexta-feira (28), após publicações do vereador Lelinho Lopes (PT), líder do governo na Câmara, e a resposta do ex-prefeito Divaldo Lara (PL). O tema envolve a atuação da Agesan-RS, convênios firmados em 2022 e a responsabilidade final pelo possível reajuste.

Em postagem nas redes sociais, na quinta-feira (27), Lelinho divulgou um trecho de convênio firmado em abril de 2022 entre a Prefeitura de Bagé e a Agesan-RS. O documento, assinado pelo então prefeito Divaldo Lara, estabelece que a agência deve definir tarifas que garantam o equilíbrio econômico-financeiro da prestação do serviço, incluindo estrutura, regime e níveis tarifários. Segundo o vereador, esse convênio é a base legal que autoriza a agência a deliberar sobre reajustes.

O parlamentar também publicou trecho de entrevista com o representante da Agesan, Vagner Mâncio. Na conversa, Mâncio afirma que a regulação financeira do Daeb ocorre desde 2022 e que a agência possui o papel de “indicar quando e quanto” podem ser atualizadas as tarifas. Para Lelinho, as declarações confirmam que o atual governo apenas cumpre um processo regulatório herdado da gestão anterior.

O vereador conclui que o aumento aplicado recentemente “não foi imposto”, mas autorizado pela regulação que começou a valer em 2022: “A verdade foi mostrada. O imposto da água pesa na casa de quem mais precisa e está no colo de Divaldo Lara”, afirmou na publicação.

Divaldo Lara rebate e diz que apenas o prefeito pode aumentar a tarifa

Nesta sexta-feira (28), o ex-prefeito Divaldo Lara respondeu em uma transmissão ao vivo. Ele classificou as acusações como “mentiras do PT” e afirmou que o convênio assinado em 2022 não tratava de aumento tarifário, mas da elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico — exigência, segundo ele, do Ministério Público e do Tribunal de Contas.

Divaldo argumenta que a Agesan produz estudos e cenários técnicos, mas não tem poder para determinar reajustes. Ele sustentou que somente o prefeito pode autorizar aumento de tarifa por meio de decreto: “Nem o Papa manda aumentar a água dos bageenses. Só o prefeito, com a caneta na mão”, afirmou.

Ele reconheceu que há reajustes anuais automáticos vinculados à inflação, independentemente do governo, mas acusa a atual administração de propor um aumento real de aproximadamente 34%, acima da inflação. O ex-prefeito atribui o percentual a decisões do governo Mainardi e critica o que chama de “gastos” e “super salários” na atual estrutura administrativa.

Com versões opostas, o tema segue no centro das atenções em Bagé. Enquanto o governo Municipal sustenta que o processo regulatório e os critérios tarifários foram definidos em 2022, o ex-prefeito argumenta que nenhum aumento pode ocorrer sem decreto do atual chefe do executivo — e que o percentual atual seria uma escolha política.

Foto: Redes Sociais

Comentários: