Fundada em 1999, a Equatorial atua em vários setores, mas tem suas operações concentradas no setor elétrico. Detém 7 distribuidoras de energia elétrica pelo país. No entanto, 6 delas têm índices de satisfação dos consumidores abaixo da média nacional, segundo dados da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).
A agência todos os anos calcula o Iasc (Índice Aneel de Satisfação do Consumidor) das 51 empresas que fornecem energia ao mercado regulado. O indicador avalia a qualidade percebida, o custo-benefício do serviço, a confiança e satisfação dos consumidores a partir de uma pesquisa amostral realizada com clientes de todas as distribuidoras. São realizadas cerca de 28.000 entrevistas. Na pesquisa mais recente, referente a 2023, a Equatorial ficou na lanterna das 51 empresas avaliadas com o pior índice registrado na sua distribuidora do Amapá, a CEA (Companhia de Eletricidade do Amapá). A 2ª pior, que opera em Goiás, também é do grupo. Já a 4ª com menor avaliação é a Equatorial Pará.
A partir das entrevistas, o índice é calculado em pontos de 0 a 100, de menor para maior satisfação, a líder foi a pequena Mux Energia, do Rio Grande do Sul, com 75,8 pontos. A satisfação média nacional com as distribuidoras de energia foi de 59,9. A única concessão da Equatorial que superou esse índice foi a do Maranhão (60,3 pontos). Outras grandes concessionárias (que atendem mais de 400 mil consumidores) também em São Paulo. Já a Energisa Paraíba tem a melhor nota nesse grupo, com Iasc de 66,1 e 12º lugar.
A nota obtida pela CEEE Equatorial deixa a concessionária na penúltima colocação de qualidade, dentre as 29 grandes distribuidoras de energia elétrica do país. A CEEE Equatorial fechou 2023 com DGC de 1,63. A situação é mais grave do que em 2022, quando a mesma distribuidora recebeu nota 1,57.
R A N K I N G DE CONTINUIDADE
Outro indicador calculado anualmente pela Aneel é o de continuidade, um dos principais do setor elétrico. É obtido pela média de DEC (duração das interrupções de energia) e de FEC (frequência de interrupções). Nesse ranking, considerando as maiores distribuidoras, os piores desempenhos são da Equatorial Goiás e da CEEE Equatorial, no Rio Grande do Sul.
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