O Governo do Estado do Rio Grande do Sul apresentou, em janeiro de 2026, os indicadores criminais referentes ao ano de 2025, consolidando o período como o mais seguro desde o início da série histórica, iniciada em 2010. Os dados revelam reduções expressivas em crimes contra a vida e contra o patrimônio.
De acordo com o relatório, os Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) apresentaram uma queda de 60% em relação ao pico registrado em 2017. Apenas na comparação entre 2024 e 2025, a redução foi de 25%, totalizando 1.299 ocorrências no último ano.
Queda acentuada em homicídios e latrocínios
O balanço destaca que o número de vítimas de homicídio doloso caiu 65% em comparação a 2017, registrando 1.037 casos em 2025. Já os latrocínios (roubo seguido de morte) tiveram uma redução ainda mais drástica: queda de 82% em relação a 2016. Em 2025, o estado registrou 30 vítimas desta modalidade criminosa, o menor índice da série.
No que se refere ao feminicídio, os dados apontam uma redução de 31% em relação ao pico de 2018, embora tenha ocorrido um aumento de 10% entre 2024 e 2025, com 80 casos registrados no último ano.
Crimes contra o patrimônio em declínio
Os indicadores de roubos também atingiram patamares históricos de redução:
Roubo de veículos: Queda de 90% em relação a 2015 e de 22% em comparação ao ano anterior.
Transporte coletivo: As ocorrências de roubo e furto no transporte público despencaram 96% desde 2016, com 235 registros em 2025.
Comércio e Residências: Roubos a estabelecimentos comerciais caíram 88% (desde 2015), enquanto roubos a residências diminuíram 76% (desde 2016).
Setor bancário: Houve uma redução de 93% nos ataques a bancos desde 2015.
Segurança no campo
O crime de abigeato (furto de gado), crucial para a economia do interior do estado, também apresentou melhora significativa. O índice caiu 69% em relação a 2016, fechando o ano de 2025 com 3.244 ocorrências.
Para o governo gaúcho, os resultados refletem o investimento contínuo em inteligência e policiamento, reforçando a marca de "ano mais seguro da história" pelo terceiro ciclo consecutivo.
Foto: João Pedro/Secom
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