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Sabado, 12 de Setembro de 2026
Há 82 anos o navio 'Bagé' era afundado por um submarino alemão na costa brasileira

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Há 82 anos o navio 'Bagé' era afundado por um submarino alemão na costa brasileira

Navio batizado com o nome da Rainha da Fronteira foi alvo durante a 2ª Guerra Mundial

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O nome de Bagé já esteve presente nos mares durante um dos períodos mais sombrios da história mundial. O vapor Bagé, pertencente ao Lloyd Brasileiro, foi um navio misto — de carga e passageiros — e tornou-se a embarcação brasileira de maior tonelagem a ser atacada por submarinos do Eixo durante a Segunda Guerra Mundial. O ataque resultou na morte de 28 pessoas, entre elas o comandante, Capitão-de-Longo-Curso Arthur Monteiro Guimarães. Nesta última sexta-feira 08 de agosto, completou 82 anos deste trágico acontecimento envolvendo o nome da Rainha da Fronteira.

Construído em 1912 no estaleiro Stettiner Maschinenbau AG Vulcan, em Stettin, na então Alemanha (atual Szczecin, Polônia), o navio foi originalmente batizado como Sierra Nevada e operado pela Norddeutscher Lloyd, de Bremen. Sua viagem inaugural ocorreu em 1913, ligando Bremen a Buenos Aires, com escalas em Lisboa, Rio de Janeiro e Montevidéu. Com arqueação bruta de 8.235 toneladas, 133,9 metros de comprimento, 17,1 metros de largura e 10,7 metros de calado, o Bagé possuía motor a vapor de tripla expansão, duas hélices e velocidade máxima de 13 nós.

Rebatizado como Bagé em homenagem à “Rainha da Fronteira” e registrado no Porto do Rio de Janeiro, passou a ser operado pelo Estado e, a partir de 1922, pelo Lloyd Brasileiro, que adquiriu a plena propriedade em 1926. Em sua última viagem à Europa, o navio transportou diplomatas do Eixo que deixavam o Brasil para serem trocados por representantes brasileiros.

Na noite de 31 de julho de 1943 (2h36 do dia 1º de agosto no horário europeu), enquanto navegava solitário cerca de 30 milhas náuticas ao sul de Aracaju, o Bagé foi torpedeado a meia-nau por bombordo pelo submarino alemão U-185, comandado pelo Capitão-tenente August Maus. Em seguida, uma granada incendiária atingiu o passadiço, ampliando o pânico entre tripulantes e passageiros, muitos ainda em seus camarotes.

A embarcação adernou rapidamente e começou a afundar. Em apenas quatro minutos, o navio mergulhou sob as ondas, levando consigo parte de sua tripulação e passageiros. O episódio marcou de forma trágica a participação do Brasil no conflito e deixou registrado, nos livros da história naval, o nome de Bagé como símbolo de coragem e perda em tempos de guerra.

Foto: Reprodução

 

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