A reportagem do Bagé 24h conversou com as advogadas Francine Ávila e Cleusa Isabel Nunes Pintos, que atuaram na defesa de Fernando Silveira Chuquel, que chegou a ser preso por ser suspeito da morte do seu pai, Ari Chuquel, de 67 anos, no dia 2 de março de 2024 em uma propriedade rural na estrada da serrilhada, cerca de 8km da área urbana de Bagé.
No dia dos fatos, Fernando teria ido ver o pai, que vivia sozinho na propriedade, houve uma discussão por conta de que o Pai não aceitava algumas ideias do filho por ser uma pessoa mais fechada e difícil de conviver.
Após a discussão, Fernando teria dado as costas, quando seu pai atravessou uma cerca, entrou na casa e voltou armado com uma espingarda e um revólver e efetuou disparos na direção de Fernando, devido a erro de pontaria nenhum acertou Fernando.
Houve uma luta corporal onde Fernando conseguiu desarmar o pai e retirar o revólver, logo em seguida efetuado um disparo que acertou a cabeça de Ari.
Fernando entrou em choque e começou a gritar por socorro, onde minutos depois teria entrado em contato com um advogado conhecido, relatando a ocorrência, o qual lhe aconselhou a esconder a arma e também o aparelho DVR que registrou as imagens na propriedade, sendo orientado também a se manter em silêncio durante o depoimento.
O fato dele ter escondido a arma e o DVR foi o único erro que ele cometeu segundo as advogadas, por uma orientação errada, salientando que ele estava em choque.
Fernando foi preso como suspeito e o caso foi registrado como homicídio doloso( quando há intensão de matar), devido ao comportamento de Fernando e ao fato dele ter dito que havia encontrado o pai morto, diferente do que as testemunhas disseram: que teriam ouvido uma discussão seguida de disparos.
Após ser preso, a noite, Fernando pediu para falar com os policiais, relatando o que havia acontecido, sendo acionado o setor de investigação da 1DP que foi até o presídio regional de Bagé, onde Fernando desenhou um mapa da área onde jogou a arma(revólver) e o aparelho DVR.
Os policiais foram ainda no fim de semana ao local indicado e acharam o revólver e o aparelho exatamente onde foi informado por Fernando.
As advogadas que assumiram o caso, bem como a polícia civil tiveram acesso às imagens registradas, as quais foram confrontadas e “bate” com a versão apresentada por Fernando.
Em um dos vídeos mostra Ari correndo ao interior da casa e voltando com uma espingarda em uma mão e um revólver em outra, efetuando disparos na direção do filho que estava desarmado, Fernando consegue retirar o revólver do pai mas a espingarda não, Ari tenta recarregar e efetuar novo disparo com a espingarda na direção de Fernando, momento em que os dois entram em luta corporal onde um disparo atinge Ari que cai e não levanta mais.
A justiça após analisar todos os vídeos constatou que houve legítima defesa, pediu a soltura de Fernando e o arquivamento do inquérito.
As advogadas Francine Ávila e Cleusa Isabel Nunes Pintos disseram que estão satisfeitas por ter havido justiça e que tão logo a promotoria analisou as imagens, já constatou a legítima defesa e pediu o arquivamento do processo.


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