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Quinta-feira, 08 de Outubro de 2026
INPI concede nova patente a Unipampa

Educação
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INPI concede nova patente a Unipampa

Tecnologia tem aplicação direta em pesquisas laboratoriais envolvendo organismos invertebrados

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A Universidade Federal do Pampa (Unipampa) teve mais uma patente concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). A carta patente foi emitida em 22 de julho de 2025 para a invenção intitulada “Equipamento elétrico para estímulos locomotores em invertebrados” (nº BR 10 2020 008134 9). A tecnologia foi desenvolvida no âmbito da universidade e tem aplicação direta em pesquisas laboratoriais envolvendo organismos invertebrados.

O invento é fruto do trabalho de um grupo de pesquisadores vinculados à Unipampa: Marina Prigol (coordenadora do projeto), Mustafa Munir Mustafa Dahle, Stífanie Machado Araujo, Vandreza Cardoso Bortolotto, Márcia Rósula Poetini, Alexander Souza Block e Evandro Janner Borstmann.

De acordo com o pedido de patente, o equipamento é composto por duas hastes metálicas, sendo uma fixa e outra articulada, capazes de realizar rotações de até 9 voltas por minuto. A rotação é controlada por corrente alternada e programada diretamente no aparelho. O dispositivo possibilita a realização de diferentes protocolos experimentais com invertebrados, mimetizando alterações biológicas e auxiliando em testes com novos fármacos, tanto naturais quanto sintéticos. A aplicação da tecnologia se insere no setor de eletromecânica para uso laboratorial ou industrial.

Para a Universidade, a concessão da patente representa mais do que a validação de um invento. Segundo a Divisão de Inovação Tecnológica da Unipampa, a conquista reforça o compromisso da instituição com a produção de conhecimento com potencial de aplicação prática e valor tecnológico. Além disso, fortalece sua imagem como um polo de inovação, o que contribui para atrair novos pesquisadores, estudantes e parceiros.

A patente também confere à universidade o direito exclusivo de exploração comercial da tecnologia, o que abre caminho para sua transferência ou licenciamento a empresas interessadas. Essa possibilidade pode resultar em receitas para a instituição, por meio de royalties, que podem ser reinvestidas em pesquisa, infraestrutura e programas de inovação.

Foto: Reprodução

 
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