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Quinta-feira, 21 de Maio de 2026
Manifestação em Candiota busca manter funcionando uma das maiores usinas termelétricas do RS

Economia
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Manifestação em Candiota busca manter funcionando uma das maiores usinas termelétricas do RS

Manifestantes reagiram com indignação com a situação gerada pelo encerramento do contrato de fornecimento de energia produzido pela usina

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Na manhã desta quarta-feira, colaboradores, empresários locais, políticos, sindicalistas do setor de mineração, eletricitários e municipários reuniram-se em frente à portaria da Usina Candiota III para um ato pacífico e suprapartidário. O protesto teve como objetivo manifestar indignação com a situação gerada pelo encerramento do contrato de fornecimento de energia produzido pela usina. Esta é a segunda manifestação em menos de dez dias pelo mesmo motivo.

Durante o evento, foi proposta a organização de uma caravana composta por colaboradores e empresários do setor carbonífero até Brasília. O objetivo seria pressionar o governo federal a encontrar uma solução que permita o funcionamento da usina até 2043, garantindo uma transição energética justa. Caso a operação seja mantida, cerca de 5 mil empregos diretos e indiretos poderão ser preservados na região da Campanha.

O prefeito de Candiota, Luiz Carlos Folador, destacou que mais de mil pessoas participaram do ato. "Levamos 23 anos para conquistar esta usina, que opera com tecnologia moderna e é referência em geração de energia. Ela é a mais avançada do Brasil e do mundo", afirmou. Folador também ressaltou que cerca de 15% da energia elétrica do Rio Grande do Sul é gerada em Candiota.

"A energia que produzimos é firme e acessível. Seguimos todas as normas dos órgãos ambientais, com 12 estações de monitoramento da qualidade do ar. Somos extremamente vigilantes", garantiu o prefeito. Ele destacou ainda que a cidade conta com uma unidade de conservação do Bioma Pampa, com 1,3 mil hectares de mata nativa plantados para captura de carbono. "Buscamos uma transição energética justa. O fechamento da usina neste momento representaria um impacto enorme, com aumento do desemprego", lamentou.

Folador também alertou para os efeitos em cadeias produtivas, como a estação de carvão mineral no Uruguai e as fábricas de cimento, que dependem das cinzas do carvão – atualmente, 42% do insumo utilizado no setor vem de Candiota. "Acredito na sensibilidade das autoridades federais para reverter essa situação, seja por meio de uma nova medida provisória ou pela derrubada do veto, permitindo que a usina funcione até 2043 ou 2050", concluiu.

Foto: Prefeitura Candiota

 

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