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Quarta-feira, 01 de Julho de 2026
Painel sobre raízes afro-gaúchas reúne cerca de 400 pessoas no Palacete Pedro Osório

Educação
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Painel sobre raízes afro-gaúchas reúne cerca de 400 pessoas no Palacete Pedro Osório

Evento reuniu estudantes de escolas estaduais

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Cerca de 400 estudantes das redes públicas de ensino participaram do painel “Quilombistas e quilombolas: as raízes culturais afro-gaúchas”, promovido pela Prefeitura de Bagé, por meio da Secretaria de Cultura, no auditório do Palacete Pedro Osório. A atividade reuniu alunos das Escolas Estaduais de Ensino Médio Dr. Carlos Antônio Kluwe e Silveira Martins para uma reflexão sobre ancestralidade, cidadania e a contribuição da população negra para a formação cultural do Rio Grande do Sul.

Na abertura, o Secretário de Cultura de Bagé, Zeca Brito, deu as boas-vindas aos jovens e reforçou o papel social do patrimônio público:  “Promover este debate no Palacete Pedro Osório reafirma o compromisso do município em abrir espaços para o protagonismo da história e da intelectualidade negra gaúcha”.

Zeca Brito lembrou ainda aos estudantes que o Palacete pertence a toda a comunidade e deve ser ocupado com a efervescência do saber e da cultura.

O Professor Waldemar Moura Lima, conhecido como Mestre Pernambuco, prendeu a atenção dos 400 jovens ao detalhar a Filosofia Política Educacional Quilombista. Em sua fala, Mestre Pernambuco explicou que o quilombismo busca construir uma sociedade harmônica e humanizada, pautada pelo afeto e pela inter-relação de amor.

Durante a atividade, Mestre Pernambuco explicou três conceitos ligados às tradições e filosofias africanas: Sankofa, Ubuntu e Axé. Sankofa representa a importância de conhecer o passado para compreender o presente e construir o futuro. Ubuntu está relacionado à coletividade e à ideia de que a existência de cada pessoa está vinculada à existência do outro. Já Axé foi apresentado como a força vital e espiritual presente em cada indivíduo. 

"Nossa humanização só ocorrerá na troca. Eu preciso aprender com você, e você precisa aprender comigo, e nós dois então aprendemos juntos e mudamos o mundo", sintetizou o palestrante.

A condução e mediação dos debates foi realizada pelo Professor César Jacinto, mestre em Ensino, escritor e ativista dos direitos humanos radicado em Bagé.

Foto: Jeferson Vainer 

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