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Quinta-feira, 30 de Abril de 2026
Pedidos de seguro-desemprego crescem 5,5% no primeiro quadrimestre no RS

Emprego
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Pedidos de seguro-desemprego crescem 5,5% no primeiro quadrimestre no RS

O volume de pedidos atingiu o maior patamar nos últimos três anos

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A busca por amparo após demissão voltou a aumentar no Rio Grande do Sul. O total de pedidos de Seguro-Desemprego aumentou 5,5% no primeiro quadrimestre deste ano ante o mesmo período de 2022 no Estado. Além da escalada anual, o volume de pedidos atingiu o maior patamar nos últimos três anos ao alcançar a maior marca desde 2020. Os dados são do painel de Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que divulga os balanços desse indicador mês a mês. Acomodação do mercado de trabalho após salto na criação de vagas com carteira assinada em um passado recente e economia a passos lentos ajudam a compor esse ambiente, segundo especialistas. 

De janeiro a abril, o Estado anotou 130.197 requerimentos – 6.801 a mais do que no mesmo período do ano passado. Voltado a trabalhadores formais demitidos sem justa causa, o seguro-desemprego é um benefício que busca garantir uma seguridade até a recolocação no mercado. Quem se encaixa nos pré-requisitos do programa tem direito a uma assistência financeira temporária, calculada e com tempo de duração de acordo com os últimos vencimentos e tempo de atuação.

O economista e professor da Universidade Feevale José Antônio Ribeiro de Moura afirma que o aumento nos pedidos de seguro-desemprego responde aos movimentos observados no mercado de trabalho recentemente, como o aumento sazonal nos desligamentos nos primeiros meses do ano. Moura também lembra que, após aumento nas contratações, principalmente em 2021 e 2022, a geração de emprego apresenta desaceleração diante de ambiente econômico andando de lado.

O novo aumento nos requerimentos de seguro-desemprego ocorre em paralelo a soluços na geração de emprego no país. Enquanto a criação de postos com carteira assinada apresenta desaceleração, o mercado geral, levando em conta os informais, apresenta o que parece ser o início de um período de retração. A taxa de desocupação subiu de 4,6%, no quarto trimestre de 2022, para 5,4% no acumulado dos três primeiros meses deste ano. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados na semana passada, mostram que o Rio Grande do Sul apresentou aumento do desemprego no primeiro trimestre.  Nesse período, o contingente de pessoas desempregadas saltou para 337 mil.

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