A Prefeitura de Bagé confirmou nesta semana que um recurso de R$ 1 milhão, destinado ainda em 2023 pelo então deputado estadual Luiz Fernando Mainardi, não foi executado pela gestão anterior. Conforme a assessoria do Município, a verba, oriunda de emenda estadual, havia sido encaminhada por meio da Casa Militar do Rio Grande do Sul, com o objetivo de formalizar convênios para adquirir telhas para atender a população e recuperar estruturas públicas atingidas por temporais de granizo.
Segundo documento oficial da Casa Militar, datado de novembro de 2024, o então coordenador municipal da Defesa Civil do município participou de uma reunião online com representantes do Estado e afirmou que o município não tinha interesse em seguir com os trâmites para assinatura do convênio, comprometendo-se a formalizar essa desistência posteriormente.
O prefeito Luiz Fernando Mainardi, atual prefeito do município e anteriormente autor da emenda, lamentou a recusa. “Não há justificativa técnica para abrir mão de telhas em um momento em que tanta gente precisava. A única explicação é política. Recusaram porque foi uma emenda minha, e quem saiu prejudicado foram as pessoas e os prédios públicos que seguem com danos”, criticou.
Mainardi também apontou que o governo anterior não buscou apoio federal para reconstrução dos prédios municipais atingidos, nem mesmo postos de saúde. “O Governo Federal sempre esteve atento aos desastres climáticos no RS, destinando recursos e auxiliando os municípios. Mas, em Bagé, nunca houve sequer um pedido. Essa rivalidade política se mostrou nociva ao município e à população”, completou.
Quando o então vice-prefeito Mario Mena assumiu interinamente o mandato, ao tomar conhecimento da negativa anterior, tratou imediatamente de reverter a decisão. Foi encaminhado um novo ofício à Casa Militar, manifestando interesse na retomada do processo de convênio. Com isso, o atual governo conseguiu garantir o recurso por meio de liminar, o que está em processo.
A atual gestão informa que busca todos os caminhos possíveis para atender emergências e pessoas em situação de vulnerabilidade, independentemente da origem dos recursos ou das parcerias envolvidas.
Foto: Reprodução
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