A inclusão social e o bem-estar urbano ganharam um novo capítulo no Legislativo bageense. O vereador João Schardosin (PP) apresentou um anteprojeto de lei que institui o Programa Municipal de Praças Sensoriais. A iniciativa foca no planejamento e adaptação de espaços públicos para atender, de forma segura e estimulante, pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), pessoas com deficiência (PcD), idosos e crianças.
Diferente das praças convencionais, as Praças Sensoriais são projetadas para estimular os cinco sentidos e a propriocepção (percepção do próprio corpo). O objetivo é transformar o lazer em uma ferramenta de desenvolvimento motor, cognitivo e emocional.
O que são Praças Sensoriais?
De acordo com o texto da proposta, esses espaços deverão contar com elementos específicos que garantam a acessibilidade universal. Entre as melhorias previstas, destacam-se:
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Jardins Sensoriais: Áreas com plantas de diferentes aromas e texturas.
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Ambientes Sonoros: Instrumentos musicais de baixo impacto sensorial.
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Acessibilidade Completa: Instalação de pisos táteis, sinalização com pictogramas e comunicação alternativa.
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Zonas de Calma: Espaços de descanso com baixa estimulação, fundamentais para a regulação de pessoas com autismo em momentos de sobrecarga sensorial.
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Equipamentos Inclusivos: Brinquedos adaptados que permitem o uso conjunto por crianças com e sem deficiência.
Humanização e Parcerias
Para o vereador João Schardosin, a proposta vai além do lazer, tratando-se de uma política de humanização urbana. "O objetivo é incentivar o uso dos espaços públicos como ambientes terapêuticos e de integração comunitária", justifica o parlamentar no texto do projeto.
O anteprojeto também abre as portas para a colaboração público-privada. O Poder Executivo poderá firmar parcerias com universidades, entidades da sociedade civil e empresas para viabilizar a implantação das praças, que podem ser construídas do zero ou adaptadas a partir de locais já existentes.
Justificativa
A proposta fundamenta-se na Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) e na Constituição Federal. Por se tratar de um anteprojeto de natureza autorizativa, ele estabelece as diretrizes para que a Prefeitura de Bagé possa implementar o programa sem criar despesas imediatas ou interferir diretamente na gestão administrativa de forma impositiva.
O projeto agora segue para análise das comissões da Câmara Municipal antes de ser encaminhado para apreciação do Executivo.
Foto: Diones Noggueira
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