Ocorreu na manhã desta terça-feira (29), no salão oval da Prefeitura de Bagé, uma reunião para tratar da atual situação do transporte coletivo no município, frente a dificuldade das empresas em manter o serviço. O encontro contou com a representação das empresas Stadtbus e Anversa, além do Sindilojas e Aciba. A reunião foi mediada pelo secretário geral do Governo Municipal, Geraldo Gomes e o secretário de Segurança e Mobilidade Urbana, Rodrigo Fialho.
A pauta foi a construção de uma alternativa para atender a demanda do transporte coletivo, serviço que vem sendo impactado desde antes da pandemia da Covid-19. Uma das dificuldades que as empresas apresentaram são os sucessivos aumentos no preço do diesel, além da elevação nos custos com insumos, entre outros. “As empresas estão colapsando porque enfrentam dificuldades como essa suba de 45% no preço do diesel, e não queremos que ocorra aqui o que aconteceu, por exemplo, na cidade de Rosário do Sul, onde estão com serviço emergencial de transporte coletivo. Mas também não é interesse nem das empresas nem nosso o aumento na tarifa, por isso estamos discutindo e vamos avançar numa proposta”, informou Geraldo Gomes.
Já o titular de Segurança e Mobilidade Urbana apresentou um histórico da problemática enfrentada pelas empresas, como a grande redução no número de usuários pagantes do serviço nos últimos anos, com maior ênfase desde a pandemia; o aumento na concorrência com outros modelos de transporte, que não pagam tributação; além do aumento nos insumos e a constante suba no preço do diesel. “Nós, como poder público, estamos discutindo esse problema há um tempo porque é perceptível que é preciso chegar a alternativas como soluções para não termos o serviço colapsado”, afirmou Rodrigo Fialho.
Alternativas
Conforme o secretário foram debatidas três alternativas. A primeira, de acordo com Fialho, já é atendida pela Prefeitura de Bagé, com o repasse de subsídios para as empresas. “Já fizemos isso e continuaremos a fazer, como foi garantido pelo prefeito Divaldo Lara. O Governo Municipal não arrecadará o ISS das empresas, sendo uma ação de apoio ao setor. A segunda alternativa seria subir a tarifa de ônibus e é algo que não se quer, pois temos ciência que esse valor já é alto para a população. Então, a terceira alternativa proposta pelas empresas é a de trabalhar com horários reduzidos e colocação de ônibus circular no final de semana. É uma medida paliativa, que não resolverá por completo o problema, mas garantirá que o serviço continue a ser oferecido em Bagé, sem aumento na tarifa de ônibus e sem acabar com as linhas”, reiterou Rodrigo Fialho.

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