Os deputados estaduais do Rio Grande do Sul aprovaram, por 40 votos a 3, o reajuste do salário mínimo regional. Após a sanção do governador Eduardo Leite, o novo piso será de R$ 1.656,52.
O mínimo regional, dividido em cinco faixas, terá um aumento de 5,25%. Confira os novos valores:
- Faixa 1: trabalhadores da agricultura, pecuária, pesca, indústrias extrativas, construção civil, empregados domésticos e de garagens passam de R$ 1.573,89 para R$ 1.656,52.
- Faixa 2: setores como vestuário, fiação, tecelagem, artefatos de couro e papel, além de trabalhadores de limpeza, hotéis, restaurantes e bares, terão reajuste de R$ 1.610,13 para R$ 1.694,66.
- Faixa 3: indústrias do mobiliário, químicas, farmacêuticas, cinematográficas e de alimentação, além do comércio, passarão de R$ 1.646,65 para R$ 1.733,10.
- Faixa 4: trabalhadores de indústrias metalúrgica, gráfica, de vidros, borracha, joalheria, além de auxiliares de escolas, marinheiros e vigilantes, terão salários ajustados de R$ 1.711,69 para R$ 1.801,55.
- Faixa 5: técnicos de nível médio terão seus vencimentos elevados de R$ 1.994,56 para R$ 2.099,27.
O reajuste foi alvo de intenso debate no estado. Segundo Diego Nuñez, do Correio do Povo, entidades patronais e parlamentares alinhados argumentam que o piso regional prejudica a competitividade do Rio Grande do Sul em relação a outros estados, já que os valores são superiores ao salário mínimo nacional.
Por outro lado, sindicatos trabalhistas e deputados ligados às causas laborais defendiam um aumento maior. Uma emenda propunha um reajuste de 9%, justificando que a data-base, originalmente em maio, foi prejudicada pelas enchentes que afetaram o estado naquele período. No entanto, a emenda foi barrada por uma manobra da base governista e não chegou a ser votada.
O salário mínimo regional segue como tema controverso no estado, com posições divergentes entre empresários e trabalhadores sobre seu impacto na economia gaúcha.

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