Cumprindo agenda em Porto Alegre, os vereadores Lelinho Lopes (PT), Faustina Campos (União Brasil), e Regina Goulart (PL), que compõem a Comissão Representativa que trata do tema na Câmara, estiveram reunidos com representantes do IPE Saúde, da Bancada do PT na Assembleia Legislativa e da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs). Também participaram os representantes do Sindicato dos Professores e Funcionários de Escolas Municipais de Bagé (Sinprofem), o vereador Patrique Cebola (PT). Pela prefeitura, foram enviados membros da Procuradoria Jurídica.
Durante os encontros, os parlamentares buscaram alternativas técnicas e viáveis, com o propósito de diminuir o impacto das alterações aos servidores municipais. “O IPE Saúde se mostrou pouco flexível quanto a possíveis mudanças ou novo prazo para implementação”, destacou Faustina. A preocupação do colegiado, conforme destacado, é com os trabalhadores que recebem os menores salários na estrutura pública. “Os trabalhadores que ganham menos, tem maior número de filhos e idades elevadas serão os maiores impactados”, dizem.
Os parlamentares destacaram que o coordenador técnico da Bancada do PT, Elton Scapine, apresentou alternativas que serão levadas ao prefeito Luiz Fernando Mainardi. “Estamos reféns desta mudança proposta pelo governo do estado. A prefeitura está disposta a buscar uma alternativa que gere menor impacto negativo aos trabalhadores”, destacou Lelinho. A vereadora Regina ressaltou que os parlamentares manterão diálogo com o Executivo. “Vamos seguir firmes, junto ao Executivo, buscando alternativas para salvar o plano de saúde dos nossos servidores. Não iremos desistir”, afirmou.
O novo plano do IPE Saúde será colocado em prática a partir de 1º de julho e conta com mudanças que aumentam alíquota de 3,1% para 3,6%, além da cobrança por faixa etária dos dependentes. Ao contrário dos servidores estaduais, pela lei, que podem optar entre a trava global de 12% e a contribuição por faixa etária, os servidores municipais não têm essa opção.
A comissão Representativa da Câmara, que ainda conta com a presença da vereadora Ana Paula, do PT, seguirá discutindo o tema.
Foto: Luis Gustavo Moreira
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