A Brigada Militar promoveu uma mudança na nomenclatura e na estrutura da unidade de Bagé como parte de um processo mais amplo de reestruturação institucional em todo o Rio Grande do Sul. As alterações foram oficializadas pela Lei Ordinária nº 16.450, de 24 de dezembro de 2025, e detalhadas pelo comandante regional de Polícia Militar da Fronteira Oeste, coronel Kleiton Renan Sedrez, em entrevista concedida na tarde desta quarta-feira (7).
Com a nova legislação, o antigo Regimento de Polícia Montada de Bagé deixou de existir sob essa denominação operacional, passando a ser oficialmente classificado como Batalhão de Polícia Militar (BPM). Segundo o comandante, a mudança atende a critérios administrativos e operacionais, alinhando a unidade bageense ao novo modelo adotado pela Brigada Militar em âmbito estadual.
Apesar da alteração formal, o termo “Regimento” seguirá sendo utilizado como uma nomenclatura histórica na região, preservando a identidade e a tradição da corporação em Bagé. “É uma referência histórica importante para a Brigada Militar e para a comunidade, que não se perde com essa atualização administrativa”, destacou o coronel Sedrez.
A reestruturação também alcança as subunidades internas. Com a transição de Regimento para Batalhão, os antigos esquadrões, nomenclatura típica da cavalaria, passam a ser chamados de companhias. Dessa forma, os esquadrões existentes foram convertidos oficialmente em companhias, adequando-se ao padrão organizacional dos batalhões.
Outra mudança anunciada envolve os comandos regionais. O antigo Comando Regional de Polícia Ostensiva (CRPO) teve sua denominação alterada para Comando Regional de Polícia Militar, reforçando a padronização institucional em todo o Estado.
De acordo com o comandante regional, a Brigada Militar optou por manter apenas quatro regimentos em todo o Rio Grande do Sul, exclusivamente por razões históricas. Todas as demais unidades, incluindo os batalhões de área de fronteira e de área turística, passaram a adotar a nomenclatura de BPM.
No que se refere à cavalaria, Sedrez explicou que houve a centralização da gestão administrativa e do treinamento dos policiais montados no 4º Regimento de Polícia Montada, em Porto Alegre. Com isso, Bagé não mantém mais equinos fixos em sua estrutura. Ainda assim, o policiamento montado segue disponível para a região, podendo ser empregado sob demanda em grandes eventos, com apoio de unidades de cidades como Santana do Livramento, Santa Maria ou da própria capital.
O comandante também ressaltou que a Brigada Militar tem investido na modernização da cavalaria, com a aquisição de um novo garanhão para preservar a qualidade genética dos animais e melhorias na logística de transporte dos cavalos, facilitando o deslocamento para municípios da fronteira sempre que necessário.
Foto: Diones Noggueira
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