A Frente pelo Desenvolvimento da Região da Campanha do Rio Grande do Sul (FDCRS) promove, no dia 6 de novembro, um encontro no Sindicato Rural de Lavras do Sul para discutir propostas de desenvolvimento econômico para a Metade Sul do Estado. Com o tema “União dos Municípios pelo Reerguimento da Metade Sul do RS”, a iniciativa pretende reunir representantes de municípios, do setor produtivo e da sociedade civil para construir uma agenda regional.
O encontro será realizado durante a Expolavras e terá como um dos temas centrais os entraves regulatórios, especialmente na área ambiental, apontados pela entidade como obstáculos à implantação de investimentos, à geração de empregos e ao aumento da arrecadação municipal.
A programação inclui a palestra “O calcanhar de Aquiles: a questão ambiental e a reversão da tendência”, que abordará os impactos das restrições legais e burocráticas sobre projetos considerados estratégicos para a região.
Segundo o presidente da Frente, Eraldo Vasconcelos, a proposta não é flexibilizar as responsabilidades ambientais, mas discutir uma legislação que, na avaliação da entidade, seja mais eficiente e compatível com as necessidades da produção e do desenvolvimento regional. “A nossa proposta é construir uma visão capaz de compatibilizar preservação ambiental com geração de riqueza, oportunidades e qualidade de vida para a população”, afirma.
Também será apresentado um Modelo de Desenvolvimento para a Metade Sul, com propostas voltadas à participação das empresas, das cadeias produtivas e do Governo do Estado. Entre os setores destacados estão a pecuária, a agricultura, as energias renováveis e a mineração, considerados pela Frente áreas com potencial para ampliar a atividade econômica, atrair investimentos e gerar empregos.
Outro ponto da programação será a articulação entre os municípios. A entidade defende que a atuação conjunta das lideranças regionais pode ampliar a participação da Metade Sul nas decisões estaduais e contribuir para o avanço de projetos estruturantes.
Ao final do encontro, prefeitos, associações de municípios, entidades empresariais e lideranças regionais deverão debater a construção de uma agenda comum, a ser apresentada ao Governo do Estado.
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