O Movimento Tradicionalista Gaúcho publicou uma nova regulamentação para reforçar a proteção e o bem-estar dos animais em eventos campeiros no Rio Grande do Sul. A Portaria número 18, assinada pelo presidente da entidade, estabelece regras rígidas para a realização de rodeios, festas campeiras e torneios de tiro de laço promovidos por entidades filiadas. A medida atende a preceitos constitucionais e à Lei de Crimes Ambientais para coibir práticas de maus-tratos.
A partir da publicação do documento, os organizadores de eventos ficam obrigados a garantir infraestrutura segura e limpa para currais e bretes, evitando a aglomeração e o estresse dos animais. Também é obrigatório o fornecimento regular de água potável e alimentação, além do transporte em veículos adequados. Outra exigência central é a presença de um médico-veterinário durante todo o período da programação, profissional que terá autonomia para inspecionar as instalações e vetar a participação de qualquer animal que apresente sinais de exaustão ou ferimentos.
A portaria lista uma série de itens proibidos nas competições. Estão banidas esporas do tipo nazarena ou com rosetas travadas, aparelhos de choque elétrico, fechadores de boca que comprometam a respiração e laços que não sejam fabricados em couro. Qualquer ato de violência física, como surrar ou golpear os animais dentro ou fora das arenas, será rigorosamente punido.
A fiscalização poderá ser feita por qualquer participante ou juiz campeiro, que deve reportar irregularidades imediatamente. As denúncias serão registradas formalmente e encaminhadas aos órgãos competentes para apuração de responsabilidade civil e criminal. As punições administrativas para as entidades que descumprirem as normas são severas: o local fica proibido de sediar rodeios na temporada seguinte e, em caso de reincidência, perderá o direito de realizar eventos de forma definitiva.
Foto: Reprodução MTG
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